1. Infância e Origens: início e a escolha

Esporte, Lesão e Medicina

Estava decidido que seria um atelta profissional, mas as experiências em minha vida me direcionaram para a medicina.

Meu pai era um esportista radical. Ele me encorajava a superar meus limites em trilhas, mergulhos e variadas aventuras desde muito pequeno. Aos meus 8 anos, sofremos um acidente de motocicleta em uma trilha e ele entrou em estado de coma por 15 anos. Isso me deu motivação para nunca desistir de nada, assim como ele nunca desistiu da vida.

Minha mãe ministrava diferentes cadeiras em uma universidade, fazia seu dourado e projetos científicos. Então, eu morava a maior parte do tempo com meus com meus avós; dormia em um quarto ao lado do meu avô, que havia sido diagnosticado com câncer. Lutamos contra a doença por 7 anos; orávamos juntos todas as noites e eu o auxiliava em suas crises devido à quimioterapia. Uma das grandes alegrias do meu avô era me ver jogar futebol; Decidi que usaria a disciplina ensinada pelo meu pai para ser um jogar de futebol profissional. Ao longo dos anos, meu avô pode me ver passar do pior ao melhor jogador dos times em que jogava. Uma grande lembrança é de de estar jogando a final do campeonato mais esperado da cidade, que ocorria apenas uma vez ao ano. Estavamos perdendo de 1 a 0 quando vi meu avô entrando no ginásio da escola lotado. Eu marquei os dois gols da virada o fomos campeões. Quando o juiz apitou, os estudantes de toda a escola entraram na quadra e me carregaram. Meu avô estava entre eles.

Antes de sua morte, eu já havia ganhado diversas medalhas por títulos, artilheiro e melhor jogador do campeonato e já havia ido ao jornal algumas vezes por causa do esporte. Isso lhe dava esperança para seguir enfrentando o câncer e acompanhar minha carreira.

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Seis meses após a morte do meu vô, por metástase pulmonar, minha avó, que morava conosco, teve um câncer fulminante disseminado e faleceu em 2 meses. Eu tinha 15 anos. Desde meus 8 eu estava treinando todos os dias para ser um jogar de futebol profissional; nesse processo, tive diversas lesões e visitas a médicos, especilamente devido a treino em excesso. Devido a isso, fiquei longos períodos afastado e entendi o quão doloroso é estar afastado de suas atividades por condições que afetam o corpo – distensões, entorses, traumas e fraturas estiveram na minha lista. Porém, a maior lesão veio um ano após o falecimento dos meus avós, no periodo em que eu estava mais focado em meus treinos. Fui diagnosticado com Impacto Femoroacetabular Bilateral (nos dois quadris). Essa condição me forçou a mudar meus planos a respeito de seguir a carreira esportiva profissional.

Eu possuia duas (2) escolhas: ficar deprimido e sentindo pena de mim pela perdas de quem eu mais amava e por ter tido meu sonho arruínado por uma lesão (1) ou seguir em frente e estabelecer um propósito de vida ainda maior (2). Eu escolhi a segunda e decidi me tornar Médico para ajudar outras pessoas nas condições em que eu estive. A minha cirurgia no quadril e a maneira como meu médico (Dr. David Gusmão) me tratou adicionados às minhas experiências no esporte e as muitas idas a médicos e exames realizados por lesões, bem como as condições familiares, definiram a minha escolha. Decidi ser médico, mais especificamente um cirurgião Ortopédico na área esportiva.

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